Os passos já têm seu lugar.
E a vida tem que continuar.
Cada sábado sem um amigo.
É tortura sem comparação.
Não importa se eu ligo.
Se ainda vivo ou não.
Perdi a vida por você,
Foram tantas vezes,
E eu nem sei por que.
Só paro e ouço umas vozes.
O mundo gira, e continuo
No mesmo capítulo.
Me perdi, e acabei num mar.
Não há muita coisa neste lugar.
Aqui quem lhe faz companhia,
É somente a solidão.
O vento corta a carne,
Com sua gélida desfeita
Por ser somente pó.
Um monte de pó encarnado.
Figura torpe e vaga
Que função é denegrir,
E corromper o puro.
Destruir o belo, roubar a paz.
E nada de bom nos trás.
Sua sombra é a discórdia,
E sua vontade é o fim.
Suma daqui angústia maldita,
Tu és sócia da morte,
E da morte objeto de desejo.
Quebre uma perna, distorça
A história, e torça para que tenhas
Infindas glórias.
Leonardo Jean de Oliveira Borges.
sábado, 19 de maio de 2007
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