domingo, 4 de dezembro de 2011
E eu que, olhando pela janela
E eu que, olhando pela janela, me vi fantasma.
Me ausentei das minhas lágrimas e sentimentos.
Senti o que não sentia, sem perder a sensação
De estar morrendo, esvaziando, me libertando.
Então tentei correr dentro de mim, e parei.
Frente ao meu destino, e à porta de algum lugar.
Percebendo não haver futuro, sem sofrimento.
E até o riso dói na alma, sem sentir.
O vento que era doce leva meus pedaços,
Em um infinito ciclo de (re)criação e cacos.
De lembranças não mais guardadas.
E o fim é pouco tempo para se chorar,
Visto que a vida se aproveita dela mesma,
E dura. Não mais que um piscar de anos-luz.
LJOB
Me ausentei das minhas lágrimas e sentimentos.
Senti o que não sentia, sem perder a sensação
De estar morrendo, esvaziando, me libertando.
Então tentei correr dentro de mim, e parei.
Frente ao meu destino, e à porta de algum lugar.
Percebendo não haver futuro, sem sofrimento.
E até o riso dói na alma, sem sentir.
O vento que era doce leva meus pedaços,
Em um infinito ciclo de (re)criação e cacos.
De lembranças não mais guardadas.
E o fim é pouco tempo para se chorar,
Visto que a vida se aproveita dela mesma,
E dura. Não mais que um piscar de anos-luz.
LJOB
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Sobre você.
Que vês não é um espelho,
Você é distorcido assim.
A ti trago um conselho;
Não tenha medo de mim.
Sou o único, e somos dois.
Frente e verso do infinito.
Pare um instante e ouça pois,
Não há outra vez ao que digo.
Seja eu mesmo, pois sou você.
Posto em uma lata e lacrado,
Você é distorcido assim.
A ti trago um conselho;
Não tenha medo de mim.
Sou o único, e somos dois.
Frente e verso do infinito.
Pare um instante e ouça pois,
Não há outra vez ao que digo.
Seja eu mesmo, pois sou você.
Posto em uma lata e lacrado,
Sem alívio, castigado
Numa jaula vivo a mercê.
Vagamos por aí sem rumo,
Suprindo de vão o vazio.
Sumindo enquanto consumo,
Vagamos por aí sem rumo,
Suprindo de vão o vazio.
Sumindo enquanto consumo,
Migalhas dum vulto abrigo.
Aguarde sozinho o meu retorno,
Sem choro, pois venho tarde.
Que eu sou a dor e a ferida,
Sou o passo e a partida.
Aguarde sozinho o meu retorno,
Sem choro, pois venho tarde.
Que eu sou a dor e a ferida,
Sou o passo e a partida.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Alguém (que não eu) disse:
Muitos querem ir para o “céu”, mas não querem morrer. Com isso tentam criar seu próprio paraíso aqui na terra, esquecendo que essa vida é apenas uma passagem, se fartando, e saciando tudo o quanto podem, tornado o gosto do “paraíso” amargo, ou doce demais de se provar por estar acostumado aos gostos “mundanos”. E cuidado, o teu saciar te causará uma fadiga medonha, te impedindo de aproveitar, e desfrutar de teu sonho, então já fique “descançado”, e quem sabe, “faminto”. Ainda digo, coma o pão que o diabo amassou, assim o “paraíso” sempre lhe será saboroso. E caso vá para o inferno, não vai mudar muita coisa, e não terá muito que reclamar.
Isso não quer dizer que acredito em "céu", "inferno", "paraíso", "limbo", etc.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Descarto
Sou isopor, sou acrílico.
O vazio preenchido pela espuma.
Um vidro quebrado, quadro torto.
Fantasma sem nenhuma aparição.
Ria de mim, pois sou piada,
Sarcasmo sem proporção.
O ladrão que te engana.
Em sua pele sou um borrão.
Sou a falta no seu fôlego,
O sobejo na sua saudade,
A lágrima no deserto,
O derramar do seu desejo.
Lembrança que se esquece.
O tudo e vice e versa.
Quem chega sem ser esperado.
A perda, o ganho, o em vão.
Leonardo.
O vazio preenchido pela espuma.
Um vidro quebrado, quadro torto.
Fantasma sem nenhuma aparição.
Ria de mim, pois sou piada,
Sarcasmo sem proporção.
O ladrão que te engana.
Em sua pele sou um borrão.
Sou a falta no seu fôlego,
O sobejo na sua saudade,
A lágrima no deserto,
O derramar do seu desejo.
Lembrança que se esquece.
O tudo e vice e versa.
Quem chega sem ser esperado.
A perda, o ganho, o em vão.
Leonardo.
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