segunda-feira, 30 de abril de 2007

Um sopro.

Como tudo sai intimamente de dentro pra fora,
Como não se mostrar em versos e prosas?
Se tudo o que vivemos é um vício interminável,
E as pessoas continuam passando por nossas vidas,
Como se a vida girasse juntamente com o mundo.
Somos prisioneiros da própria vontade,
E nem conseguimos disfarçar de nós mesmos toda a ansiedade.
Vivemos soltos e atados a nós mesmos.
Nos prendemos tanto à estética que tudo fica desproporcional.
Um vão sobra entre todas as coisas,
As cópias continuam sendo geradas.
Ou meramente imitadas.
Intimamente não se tem conhecimento.
A duvida é o que sempre sobra.
O prato de comida se esvazia,
Mas esta fome nunca acaba.
Fome de poder, fome de vitória, fome de status.
Partimos secos e sem prantos,
Só nos oferecem um pouco de falsidade e pena.
A lágrimas que nos regam,
Só vai fazer florescer rosas murchas.
A vitalidade da verdade irá faltar,
Os espinhos da ilusão continuarão a ferir.
E tudo o que não se vê um dia será exposto.
O último beijo será dado.
Mas a lembrança, quem sabe, não se apagará.
Nem que apesar de tudo,
Seja guardada por um louco qualquer.

Aqui lhe deixo um beijo. E que seja o primeiro, mas não o último.

Leonardo Jean de Oliveira Borges.

sábado, 28 de abril de 2007

trecho

"Por você, eu pesaria as nuvens, eu contaria as gotas da chuva, rodaria o mundo num pé só, calcularia a extensão do universo dividindo o amor que sinto por 2."

Por Leonardo no tempo que não existe, e num lugar desconhecido.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Pontos sem exclamações.

A vida começa em um simples e genuíno delírio semi-emocionante, não fosse a dor da chegada, ou da partida de dentro pra fora.
Como quase sempre o céu escurece pra poder chover, o coração parar pra poder bater.
As flores atraem as borboletas, ou o fruto vago da inocência gera toda nossa consciência vã.
O chão que piso é de todo não uniforme, e meus uniformes são meras copias de estranhos modelos de velhas idéias que não se atualizam com o passar do tempo.
O meu chuveiro continua aberto, mas não cai água dele.
E em tempos em me pergunto o que estou fazendo aqui parado sem noção do real e do que dizem lúcido.
As borboletas dão suas piruetas, e cada uma caneta não escreve nada mais que a mão não pede.
Lamber o sal que contem em sua pele é o que desejo, colher misturas de loucuras é a coisa que almejo.
Remelejo, requebrejo, nunca vi nada igual.
Se o teu sorriso for tão puro como o meu que vendem por ai, qual será a cor do céu da tua boca??
Te tomo a essência, e te amo no passado, presente e futuro.
Como se conjuga um casal que não equivale a dois??
Pois se após todas as misturas ensolaradas e calorentas eles não tiverem se tornado um só.
O nó da forca não escorrega mais.
Espere um instante, me dêem um cigarro, mesmo que eu não fume.
Quero desperdiçar algo, e que seja algo inútil.
Sonhar ser dragão e soltar umas fumaças sem lógica alguma.
Quero ver de perto teus olhos fechados, e decifrar a cor dos teus desejos.
Janelas embaçadas são as que mais existem.
Olhos não mais reais, pois escondem velhos e intrigantes segredos.
Se o paraíso é um pouco mais divertido, faço bem aqui uma festa pra te levar pra lá.
Eu só quero me despedir com a alegria sobrando no bolso, e rever todas as maravilhas que nem vi.
Se tudo que beijo vira sonho.
Sonharei com teu beijo, e tornarei a sonhar em cada suspiro que me vier no peito aberto da saudade.
E quando não mais eu acordar, é que neste dia realizei meu sonho de não mais sonhar.
Você é mais real que eu, por isso me disfarço em meus espelhos da ilusão.
Segure minhas mãos, que eu vou te mostrar os meus lugares.
Beijos e queijos pra comemorar!
Viva a liberdade do sonho realizado!!
Viva todo o desejo não mais esperado.


Aqui eu digo: Beijos e boa noite.