E eu que, olhando pela janela, me vi fantasma.
Me ausentei das minhas lágrimas e sentimentos.
Senti o que não sentia, sem perder a sensação
De estar morrendo, esvaziando, me libertando.
Então tentei correr dentro de mim, e parei.
Frente ao meu destino, e à porta de algum lugar.
Percebendo não haver futuro, sem sofrimento.
E até o riso dói na alma, sem sentir.
O vento que era doce leva meus pedaços,
Em um infinito ciclo de (re)criação e cacos.
De lembranças não mais guardadas.
E o fim é pouco tempo para se chorar,
Visto que a vida se aproveita dela mesma,
E dura. Não mais que um piscar de anos-luz.
LJOB
domingo, 4 de dezembro de 2011
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