domingo, 4 de dezembro de 2011

E eu que, olhando pela janela

E eu que, olhando pela janela, me vi fantasma.
Me ausentei das minhas lágrimas e sentimentos.
Senti o que não sentia, sem perder a sensação
De estar morrendo, esvaziando, me libertando.

Então tentei correr dentro de mim, e parei.
Frente ao meu destino, e à porta de algum lugar.
Percebendo não haver futuro, sem sofrimento.

E até o riso dói na alma, sem sentir.
O vento que era doce leva meus pedaços,
Em um infinito ciclo de (re)criação e cacos.
De lembranças não mais guardadas.

E o fim é pouco tempo para se chorar,
Visto que a vida se aproveita dela mesma,
E dura. Não mais que um piscar de anos-luz.

LJOB