segunda-feira, 30 de abril de 2007

Um sopro.

Como tudo sai intimamente de dentro pra fora,
Como não se mostrar em versos e prosas?
Se tudo o que vivemos é um vício interminável,
E as pessoas continuam passando por nossas vidas,
Como se a vida girasse juntamente com o mundo.
Somos prisioneiros da própria vontade,
E nem conseguimos disfarçar de nós mesmos toda a ansiedade.
Vivemos soltos e atados a nós mesmos.
Nos prendemos tanto à estética que tudo fica desproporcional.
Um vão sobra entre todas as coisas,
As cópias continuam sendo geradas.
Ou meramente imitadas.
Intimamente não se tem conhecimento.
A duvida é o que sempre sobra.
O prato de comida se esvazia,
Mas esta fome nunca acaba.
Fome de poder, fome de vitória, fome de status.
Partimos secos e sem prantos,
Só nos oferecem um pouco de falsidade e pena.
A lágrimas que nos regam,
Só vai fazer florescer rosas murchas.
A vitalidade da verdade irá faltar,
Os espinhos da ilusão continuarão a ferir.
E tudo o que não se vê um dia será exposto.
O último beijo será dado.
Mas a lembrança, quem sabe, não se apagará.
Nem que apesar de tudo,
Seja guardada por um louco qualquer.

Aqui lhe deixo um beijo. E que seja o primeiro, mas não o último.

Leonardo Jean de Oliveira Borges.

Um comentário:

Bibica disse...

Só digo uma coisa: "Aqui lhe deixo um beijo. E que seja o primeiro, mas nao o ultimo!"